
Em 1997 voámos para a República de Cuba, um arquipélago no mar do Caribe formado por várias ilhas e ilhotas. As maiores são a Ilha de Cuba (maior e mais populosa ilha das Caraíbas, descoberta em 1492 por Cristovão Colombo) e a Ilha da Juventude.
Cuba é uma nação comunista cheia de história, com uma superfície aproximada de 110 860 km2 e mais de 11 milhões de habitantes.
Aterrámos em Havana, a capital e maior cidade de Cuba. Ali permanecemos três dias e depois partimos à descoberta de Guama, Trinidad, Ancón, Cienfuegos e Varadero.
Cuba cativou-me pela extraordinária beleza, pelas praias de areia branca, águas tépidas e cristalinas, pela simpatia e contagiante alegria do seu povo (uma mistura de populações espanholas, africanas e indígenas), pela música que se ouve em todo o lado, pelo cheiro a café, rum e tabaco.
Do esplendor colonial de Havana (chegou a ser uma das mais ricas cidades do mundo) à grandeza decrépita do início do século XX, o centro de Havana Velha está repleto de fortalezas, catedrais, palácios, mansões e edifícios coloniais. Tudo muito degradado. A sensação que se tem é que Havana, melhor dizendo, Cuba, parou em 1959, ano do início do embargo americano ao país.
Visitámos a Catedral de La Habana (1777), a Plaza de Armas, a Praza de la Revolución, o Museo de la Revolución, o Palácio de los Capitanes Generales e o Museo de la Plata.
Claro que entrámos em La Bodeguita del Medio, o café-restaurante cubano preferido do escritor Ernest Hemingway. Entrar naquele espaço pequenino de paredes rabiscadas com mensagens deixadas por turistas de todo o mundo, emociona.
E passeámos no Malécon, a avenida marginal de Havana (em seis faixas circulavam coloridos carros americanos dos anos 50, impecavelmente mantidos por mecânicos milagreiros) ladeada de imponentes e charmosos edifícios oitocentistas em ruínas.
Nas ruas de Havana inúmeros garotos pediam canetas e caramelos. Não pediam dinheiro. Avisada, levei comigo dezenas de canetas e pacotes de caramelos. A alegria dos garotos deixava-me os olhos rasos d'água.
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